Blog de aluguel: quem quer uma opinião “comprada”?

Post: julho 5th, 2008 | Por Rafael R

ImageShackAntes de qualquer coisa, preciso dizer: cada pessoa tem o direito de expor suas idéias, sejam elas quais forem, a qualquer momento. Liberdade de expressão, né? Assim sendo, cada um tem o direito de dar continuidade ao seu blog pessoal da forma que achar melhor. Porque raios eu iria tentar convencer alguém a mudar sua rotina, impondo o que EU PESSOALMENTE acho certo para fazê-la tocar seu blog com a minha forma de pensar? Missão impossível. Então cada um que tem seu próprio blog tem o livre arbítrio para prosseguir da forma que acha certo. É justo, mesmo eu não concordando.

Impossível generalizar algo sem cometer equívocos. É o que penso sobre o assunto, e se não ficou claro pra você, eu somo isso: se o blog A vende sua opinião, o blog B pode não vender. Credibilidade é algo que se conquista. E certamente se for opiniões sinceras o que você procura, melhor tomar cuidado com certo número de blogs. Particularmente, os envolvidos na coisa toda são aqueles impossíveis de se comprar a opinião. Destaco 2 dos amigos: brainstorm #9 e Sim, viral. Se você acreditava poder comprar a opinião de ambos, melhor procurar os blogs da lista A acima citada. Definitivamente, não é o caso. Ou talvez seja, um dia, mas vai precisar de bem mais do que um press kit singelo e criativo. Talvez um belo cheque preenchido com um número elevado de zeros a direita. E mesmo assim, a opinião MESMO talvez seja impossível comprar.

Voltando a credibilidade, se alguém acha que depois de um tempo procurando um nicho, depois de um tempo para se tornar referência, depois de algum tempo quando as pessoas te reconhecem como íntegro, se você quiser se vender mesmo, você pode. Mas definitivamente, não creio que seja o caso dos citados nisso tudo. Felizmente. :)

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Ps: Só por curiosidade, os 9 que receberam a geladeira foram Alexandre Inagaki, Baunilha, Caio Novaes, Carlos Merigo, Guilherme Cury, Ian Black, Luiz Jerônimo, Nick Ellis e o Rafael Ziggy.

“Belos momentos” ou como vender uma história fraca!

Post: julho 4th, 2008 | Por Rafael R

Algum tempo atrás, eu estava indo até o aeroporto para me despedir de uma amigona que estava indo pra Austrália. Como eu tava sem carro[bb] no dia, eu fui com uma amiga dela para lá. Chamaremos a amiga de Camila*, daqui pra frente. Meio sem jeito, aquele negócio de estarmos todos meio emotivos com a partida, eu fiquei em silêncio. A Camila, percebendo o climinha que estava se formando, resolveu quebrar o gelo. - E ai, Rafael, né? Vamos por uma músiquinha pra ver se ajuda. - Isso, Rafael. Vamos sim, que tipo de música se gosta? - Então, comprei ontem esse cd do Dream Theater[bb], não sei se você gosta ou conhece.
- Não conheço, mas vamos a ele!

* Nota: O Cd em questão era o “Metropolis Pt. 2: Scenes from a Memory[bb]“, basicamente um cd que você deve ouvir de uma vez só, pois as músicas se complementam. Onde acaba uma, começa a outra. Recomendo apenas para quem queira conhecer e se inteirar do som, eu particularmente gostei.

Em instantes, não sei explicar como ou porque, eu tava imaginando milhares de coisas. O som ao invés de aproximar a conversa, só me deixou mais distante. Uma música rápida e na sequência uma lenta da mesma banda é algo que tem um poder sobre a mente incrível. A viagem para o aeroporto aos poucos tinha sido apagada da mente, assim como a motivação de irmos até lá. Uma atitude zen tomou meu corpo, até após 4 ou 5 músicas ser interrompido pela voz doce daquela linda menina que me mostrou algo novo:

- E ai, ta gostando?

Enfim, seguimos o caminho e fomos parar no aeroporto. A despedida foi triste, mas como a partida era motivada por dias melhores, a gente no fundo ficou feliz. Toda pessoa que eu vejo deixando o Brasil para tentar uma vida melhor em qualquer outro lugar sempre terá o meu apoio. Opiniões políticas a parte, depois do ocorrido até rolou um algo mais com a amiga, história que talvez eu conte aqui qualquer dia desses.

O fato é: um link enviado pelo MSN, durante essa noite, me levou de volta aquele momento. A diferença, basicamente, foi que ao ver o vídeo eu não fechei os olhos com a cabeça em direção ao lado de fora do carro. Espero que vocês entendam o poder da música Through Her Eyes com o vídeo abaixo.

Que tal?

Algum tempo depois dos célebres trotes aplicados no atendimento online (devidamente kibados pelo amigo Tabet) do speedy, o troco. No melhor estilo “Google Jokes“, o speedy foi sumariamente retirado das prioridades da equipe técnica da Telefonica e o colapso aconteceu. Um longo dia sem internet no estado de São Paulo e a constatação eventual de que existe vida offline pode ter sido o mais duro golpe dessa instituição contra nosso direito de ir e vir (virtualmente falando). A baleiada fatal.

Uns dizem se tratar de marketing de guerrilha, outros fazem irônicos agradecimentos. Pessoalmente, só perdi um cineminha na faixa por não saber que havia sido premiado no concurso. E ganhei umas horas jogando counter strike source, já que sabe-se lá porque o negócio tava conectando normalmente nos servidores no steam que eu tenho nos favoritos. Ele e o Skype, que curiosamente só tinha 2 contatos online. E nesse espaço, meu protesto fica apenas para posteridade. Talvez em breve, depois de uma conversa com meus advogados, eu prossiga com novas ações. ;D

Ah, de prejuizo material fica somente o acesso do celular via wap no twitter e depois no gmail. Cobrarei a conta da Telefonica num momento mais oportuno. E voltemos a programação normal!